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Meu nome é Tatiana, sou nutricionista, tenho 31 anos, sou a temporão da minha família e descobri que estava doente um ano depois de perder a minha mãe.
Um belo dia no banho senti um carocinho no pescoço e achei que fosse uma íngua, já que tinha ficado gripada, fui esperançosa ao otorrino, crendo que seria somente uma íngua mesmo. Logo depois apareceu outro caroço, dessa vez maior, no mesmo lado do pescoço e na ultrassonografia aparecia o laudo: “nódulos sólidos e de formas irregulares”. Na mesma hora pensei; “Aprendi na faculdade que isso era característica de tumor maligno. Eu tenho câncer.” Aí é aquela correria, cirurgião, biópsia e em agosto de 2014 o diagnóstico de Linfoma de Hodgkin. Meu chão não caiu, aceitei aquele diagnóstico e pensei: “É Deus que vai me curar. Minha obrigação é trabalhar pra isso.”
Tenho o melhor oncologista do mundo (pq o nosso é sempre o melhor né? rs), comecei em outubro de 2014 o tratamento com ABVD, seis meses de tratamento, quatro drogas em período quinzenal. Engordei 8kg, inchei e os cabelos não caíram completamente. Foram 6 meses de enjôos, fraqueza, cansaço, e eu sempre ali, driblando os enjôos, não deixei de trabalhar, fiz do meu ofício, meu segundo tratamento terapêutico, passei pelos 6 meses de tratamento e os nódulos haviam calcificados. Pronto. Eu estava curada! Mas 3 meses depois o danado voltou. Nos mesmos lugares, com as mesmas estruturas e sem agressividade. Veio aquela pontada no coração, o medo de morrer, a esperança se esvaindo, mas me agarrei no meu Deus, no sofrimento da minha família, que tinha que acabar e levantei a cabeça, trabalhei a minha fé e de novo comecei a correria cirurgia-biópsia-tratamento e em Novembro de 2015 recomecei a quimioterapia, muito mais forte, muito mais puxada, fez meu cabelo cair e mesmo assim continuei trabalhando, me divertindo, vivendo a minha vida de cabeça erguida e em Abril fui submetida a um transplante autólogo de medula óssea para finalização do tratamento. Voltei a ser o bebê da família, o pescoço continua limpo e agora espero o tempo certo pra fazer outra PET pra ter a cura definitiva diagnosticada.

TATIANA MACHADOEu aprendi com o câncer o que é não baixar a guarda, o que é ser forte e o que é superação de verdade. A vida não deve parar, a gente tem que lutar até o fim e jamais perder a fé em Deus. É Ele que nos sustenta, que dá ânimo e que tira a gente do deserto! O câncer não é soberano e temos que lutar até o fim!
Um beijo enorme para as Cats!

Tatiana C. Machado

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