Home > Colunistas > SEXO – CÂNCER, SEXO E SEXUALIDADE

Quando você descobre que está com câncer, a primeira coisa que passa pela cabeça é: será que vou sobreviver?
Com o tempo as coisas vão se assentando e você percebe que a coisa talvez não seja tão assustadora assim. Ai começam a surgir outras dúvidas: minha vida continuará igual? Posso continuar trabalhando? Será que o câncer (ou o tratamento) vai afetar minha vida sexual? Posso fazer sexo durante o tratamento? Vou continuar sentindo desejo quando o tratamento acabar?
As dúvidas são tantas que muitas vezes esquecemos (ou temos vergonha) de perguntar um monte delas na consulta com o oncologista.
Sexo já é um tabu para muita gente. Quando falamos sobre sexo, durante o tratamento do câncer, é mais tabu ainda!
Então, que tal quebrarmos o tabu? Vamos falar um pouco sobre sexo?
Sexo e sexualidade são partes importantes da vida diária de qualquer pessoa. Sexo é uma atividade, algo que se faz com um parceiro. É diferente de sexualidade, que é a forma como você se vê como mulher, como você lida com a sua intimidade, sua necessidade de receber carinho, de ser tocada, de se sentir próxima a alguém.
A maneira como sentimos e vivemos a sexualidade afeta diretamente a imagem que temos de nós mesmas, o nosso relacionamento com as outras pessoas, nosso humor e a autoconfiança. Por isso é preciso falar sobre sexualidade durante o seu tratamento. Sobre como você se sente durante a doença. Se você se vê bonita ou não, se se sente inchada, se tem medo de ser tocada ou abraçada por outras pessoas.
Pode ser difícil conversar sobre estes temas na consulta médica ou mesmo com o seu parceiro. Algumas mulheres se sentem expostas ao falar sobre isso. Por isso, tentarei esclarecer algumas dúvidas e te dar sugestões de como abordar o assunto.
Lembre-se que um toque sensual ou um carinho mais picante entre você e seu parceiro (independentemente da sua orientação sexual) são sempre possíveis, não importa por qual tipo de tratamento do câncer você está passando ou já passou.

Sentir-se atraente e desejada durante a sua doença é possível sim! E não há nada de errado nisso. Isto pode te surpreender, especialmente se você está se sentindo para baixo ou se ficou algum tempo sem ser tocada ou fazer sexo com alguém. Mas é verdade! A capacidade de sentir prazer no toque quase sempre permanece.

Para não deixar sua vida sexual de lado durante o tratamento o primeiro passo é abordar o tema com o seu médico, outro membro da sua equipe de cuidados de saúde ou mesmo com o seu parceiro.

Diante do seu tratamento você precisa saber como irá se alimentar, como tratará a sua dor, o enjôo, se pode continuar trabalhando e, também, como será sua vida sexual nesse período.

Aqui falaremos sobre o que pode e o que não pode durante o tratamento, como os diferentes tratamentos podem afetar o seu desejo sexual, como lidar com as mudanças no seu corpo e, muito importante, como falar de tudo isso com o seu parceiro.

Lembre-se sempre de abordar este assunto com o seu médico e não sinta vergonha de tirar suas dúvidas com ele!

Um abraço e até breve,

Dra Regina Fumanti Chamon
Hematologista
CRM 120.010/SP
www.cuoremi.com.br

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