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OVO DE PÁSCOA SAUDÁVEL

A Páscoa é uma delícia! Ficamos perto da família e comemos coisas gostosas! Entre as delícias, como esquecer do ovo de chocolate? Esse é tradição!

Mas como lidar com tanto açúcar? Alimentação saudável é sempre bom, e durante o tratamento ela é essencial para nos deixar mais fortes. Sendo assim, que tal tentar buscar um ovo mais saudável? Essa matéria é do Bem Estar (2014) e fala sobre isso:

Entre a enorme variedade de ovos de Páscoa disponíveis no mercado, alguns podem ser mais saudáveis do que outros. Ovos feitos com ingredientes alternativos, com maior porcentagem de cacau, livres de lactose e glúten são algumas das variações. Especialistas ouvidos pelo G1 dão dicas de como escolher o ovo de Páscoa ideal e aproveitar a ocasião sem exageros.

Para quem não abre mão do tradicional chocolate, as opção mais recomendadas pelos nutricionistas são as que têm mais de 70% de cacau. “O que faz o chocolate ter a propriedade antioxidante, promover a liberação de endorfina e trazer a sensação de bem-estar é o cacau”, diz a nutricionista Mariele Marcato, do Hospital San Paolo. Por isso a maior porcentagem de cacau – e consequente menor porcentagem de açúcar e leite – é benéfica.

Uma orientação da nutricionista Cátia Medeiros, da Atual Nutrição, é optar por versões mais simples e não as trufadas ou recheadas. “Se a escolha não for pelo chocolate meio-amargo ou com 70% de cacau, que pelo menos seja um ao leite simples. Os recheios tendem a deixar o ovo ainda mais calórico.”

Chocolate funcional rende R$ 100 mil por mês (Foto: Reprodução/TV Globo)Chocolates mais escuros, com maior porcentagem
de cacau, são considerados mais saudáveis
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Entre os nutricionistas, o chocolate branco é visto como vilão. Isso porque em sua composição entra apenas a manteiga de cacau, um tipo de gordura saturada extraída do fruto. O cacau propriamente dito só aparece na composição dos chocolates escuros. “O chocolate branco é mais calórico, tem mais açúcar e mais gordura. Ele não apresenta os benefícios relacionados aos chocolates amargos ou meio-amargos”, explica Cátia.

Também existem no mercado ovos de Páscoa sem açúcar, sem glúten e sem lactose. Segundo os nutricionistas, essas opções são especialmente interessantes para pessoas que têm algum tipo de restrição alimentar, já que a presença desses ingredientes por si só não é considerada prejudicial. Produtos que anunciam conter mais fibras são bem-vindos, já que ajudam a reduzir a absorção da gordura pelo organismo.

Substitutos
O cacau também pode ser substituído por outro ingrediente de sabor semelhante e com propriedades nutricionais mais interessantes: a alfarroba. Trata-se de uma vagem cuja polpa é torrada e moída e serve como base para uma massa parecida com o chocolate. “A alfarroba tem mais fibras, boas quantidades de vitaminas e minerais e, quando comparado com o chocolate, tem menos açúcar e menos gordura”, diz Cátia. Atualmente, há opções de ovos de Páscoa feitos com esse material no mercado brasileiro.

Vagem de alfarroba, ingrediente que pode substituir o cacau para obtenção de 'chocolates' mais saudáveis (Foto: Rene Ernst/Ernst Photography/Carob House/Divulgação)Vagem de alfarroba, ingrediente que pode substituir
cacau para obtenção de ‘chocolates’ mais saudáveis
(Foto: Rene Ernst/Carob House/Divulgação)

De acordo com Eloisa Helena Orlandi, diretora de uma empresa que fabrica produtos com alfarroba, o açúcar natural dessa vagem é maior do que o açúcar presente no cacau, o que dispensa a inclusão de adoçantes na fabricação. O produto também não contém glúten, nem ingredientes de origem animal, como leite. O “chocolate” de alfarroba não tem os estimulantes presentes no chocolate tradicional, como a cafeína e a teobromina.

Segundo ela, a alfarroba não é um alimento de baixa caloria, mas é um pouco menos calórico do que o chocolate tradicional. Se uma barra de 25 gramas do chocolate ao leite tem de 125 a 130 kcal, o chocolate de alfarroba tem 116 kcal.

Para quem não se preocupa com as calorias extras, ovos de Páscoa de marzipã também são opções. Apesar de calórico, o marzipã traz os benefícios relacionados às amêndoas, seu principal ingrediente. As amêndoas têm propriedades capazes de reduzir o colesterol ruim e manter o colesterol bom, além de serem ricas em cálcio e ferro.

Limites
De acordo com os especialistas, um consumo saudável de chocolate não pode ultrapassar 30 gramas por dia, no caso dos adultos. É nessa quantidade que os benefícios do cacau são observados de forma mais intensa.

No caso das crianças, segundo a pediatra Denise Ramos de Andrade Bedoni, do Hospital Leforte, não é recomendado que menores de três anos consumam chocolate. A partir dessa idade, o consumo diário não deve ultrapassar o equivalente a um tablete pequeno. “Orientamos que os pais evitem o consumo precoce de chocolate, por ele ser potencialmente alergênico e calórico. Mas sabemos que, na Páscoa, tem criança que ganha até 10 ovos.”

Quanto ao melhor tipo de chocolate, vale para as crianças as mesmas orientações dadas para os adultos: a preferência deve ser pelos chocolates mais amargos e sem recheios. “As papilas da língua de uma criança pequena são puras, não têm nenhuma alteração viciosa de paladar que vão adquirir com a idade. Se estimula para alimentos muito doces, a criança vai tender a recusar alimentos que não são tão doces”, diz Denise.

Para evitar o exagero, uma dica é abrir um só ovo por vez e dividi-lo em pedaços pequenos, limitando o consumo diário. Não deixar todos os ovos à vista pode ser uma boa ideia para evitar a tentação de querer experimentar todos de uma vez.

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