Home > as cats > MARTHA OLIVEIRA
Meu nome é Martha, tenho 33 anos, sou casada há 8 anos e não tenho filhos. Aos 27 anos comecei a sentir uma dor na perna direita, um pouco acima do joelho. Era como se eu tivesse levado uma pancada… Depois de 2 meses a dor diminuiu mas ao tocar o local senti um pequeno nódulo.  Depois de passar por vários médicos e fazer vários exames o diagnóstico? Sarcoma sinovial. É um tumor considerado pela medicina raro e agressivo. Em 2010 precisei operar a perna para retirar o tumor, devido a margem de segurança uma boa parte do músculo também precisou ser retirado. Fiz 20 sessões de quimioterapia, que foram feitas em 4 ciclos, sendo a medicação aplicada 5 dias seguidos no intervalo de 21 dias. Para controlar os efeitos colaterais foi necessário que eu ficasse internada durante os dias de aplicação. Depois disso recebi alta e fazia exames de controle a cada 3 meses. Em 2012 tive uma recidiva (volta do tumor) no mesmo local. Precisei operar novamente. Mas ao invés de quimioterapia, os médicos optaram por 30 sessões de radioterapia. Quando terminei a radio eu tive alta e voltei para minha rotina, mas só até o final de 2013… Em dezembro de 2013 meus exames de controle encontraram pequenos nódulos nos dois pulmões. Depois de acompanhá-los e notar que cresceram, os meus médicos decidiram operar ambos, um de cada vez. Em maio de 2014 operei o pulmão esquerdo e em agosto o pulmão direito. Só do pulmão direito foi retirado cerca de 30% do órgão, por conta da localização de um dos nódulos. Depois que me recuperei da cirurgia precisei fazer 6 ciclos de quimioterapia internada, a cada 21 dias, ou seja, 30 sessões. A última sessão foi no dia 30/01/2015. Depois disso recebi alta e voltei a fazer meus exames de controle a cada 3 meses. Porém, meus exames de dezembro de 2015 concluíram que alguns nódulos nos meus dois pulmões (que estavam sendo acompanhados pelos exames) tinham crescido, e meus médicos decidiram que seria mais viável fazer a quimioterapia do que operar. Comecei meu primeiro ciclo no dia 04/01/2016. Já fiz 10 sessões. Não sei ainda quantas terei que fazer, pois dependerá da resposta do tratamento, que saberei quando eu fizer os exames. Bom, depois de ler tudo isso você deve estar se perguntando como recebi cada diagnóstico desse… Não foi fácil… Mas eu nunca me revoltei, e isso me ajudou muito. Também aproveitei para refletir sobre a doença e ver o lado bom da situação. Sou infinitamente mais forte hoje, e aprendi a valorizar as pequenas coisas da vida: não sentir dor ao levantar, poder sentir a brisa do vento no rosto, comer o que tem vontade, reunião com amigos e familiares… São algumas das melhores coisas da vida!! Também acho que nesses momentos a serenidade é importante demais, pois ela te permite refletir sobre a situação sem entrar em desespero. Nos primeiros dias que recebi cada diagnóstico me permitir chorar, pois muitas coisas passam em nossas cabeças e muitos sentimentos surgem também… Mas depois disso, respirei fundo, enchi meu coração de fé, deixei o passado para trás e comecei cada tratamento com muito otimismo. Falo para minha família que eu nunca estive tão confiante da minha cura. Não importa o que a medicina ache, quando a dúvida e o medo me visitam, repito várias vezes para mim mesma: NÃO HÁ OUTRO CAMINHO NA MINHA VIDA QUE NÃO SEJA A CURA. Deus nunca me desamparou. Sinto a presença Dele de diversas formas e pessoas, principalmente na minha família que me ajuda muito. Meu marido (que está ao meu lado na foto) sempre está ao meu lado, nos momentos bons e nos mais difíceis. Coloca minha auto estima lá em cima mesmo ficando carequinha, sem sobrancelha e cílios… Minha mãe é meu anjo da guarda, sempre ao meu lado no hospital. Mudou para minha casa para poder cuidar de mim. Sou muito abençoada!
Flávia, praticamente ao mesmo tempo que descobri que o tumor tinha voltado, minha irmã descobriu que estava com câncer de mama… Ela começará a quimioterapia ainda esse mês. Mas para não deixar esse depoimento mais longo ainda não vou entrar em detalhes. Outro dia minha irmã e eu faremos um depoimento para você dizendo como está sendo lutarmos juntas contra o câncer.
Obrigada pelo espaço! Um grande abraço!

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