Home > as cats > MARCIA FRANCO

Meu nome é Márcia, 51 anos, casada, com 2 filhos. Em 2011 fui diagnosticada com câncer de mama, carcinoma in situ. Beleza, era filhote! Apenas retirei o nódulo, fiz 30 sessões de radioterapia e segui para os controles de três em três meses. Em 2014 comecei a fazer aula de dança “zumba” e comecei a sentir dores na axila. Achei que era pelo esforço físico, mas, como já estava na época do meu controle, mostrei ao mastologista que, no mesmo dia, fez um ultrassom, marcando uma biópsia com urgência. O resultado foi carcinoma mamário do tipo triplo negativo. Comecei a fazer quimioterapia na tentativa de reduzir o nódulo, mas não deu certo. Partimos então para a cirurgia com retirada total da mama e esvaziamento da axila. Optei por retirar a outra mama também, ainda que sadia. Após a recuperação da cirurgia voltei a completar as sessões de quimioterapia e depois mais 30 sessões de radioterapia. Neste processo todos os meus médicos foram essenciais para que eu tivesse segurança e força de vontade. Meus filhos (Raul, de 19 anos e João, de 21) e meu marido foram os anjos que me guiaram até o final do tratamento. As dificuldades relacionadas às perdas estéticas como a perda do cabelo e dos seios (fiz reconstrução com silicone na própria mastectomia, mas não ficou nada bonito), somadas ao fato de eu ter engordado mais 11 kg, foram vencidas com a ajuda das minhas queridas irmãs, irmão, tios e amigos: compraram uma peruca linda, e me ajudaram a encontrar roupas que me fizessem ficar mais bonita! Aguentei tudo com força e coragem E MUITA FÉ EM DEUS, mas, no final do processo tive um pouco de depressão, para qual busquei ajuda e melhorei. Assim, em janeiro de 2016 voltei ao trabalho, com cabelo crescendo e animada para recomeçar. No entanto, em mais um exame de rotina, descobri uma recidiva, na axila esquerda.  Achei que fosse morrer, que tudo tinha acabado. Não queria ficar careca de novo, e odiava a ideia de que ia engordar mais ainda, mas queridas CAT’s, já estou na última sessão de quimio, cheguei ao final! QUEM TEM DEUS TEM TUDO, passei por tudo com um ótimo astral, sempre de olho nos depoimentos aqui postados e conheci mulheres que há quase duas décadas estão nesta luta! Fiquei feliz demais, pois, enquanto houver esperanças, eu estarei lutando. Obrigada a todas vocês companheiras de viagem e, para aquelas que estão recebendo seu diagnóstico agora, o que tenho a dizer é: houve mazelas, houve momentos tristes e difíceis, mas eles passaram. Viva um dia de cada vez, descubra seus limites e seja feliz do jeito que você der conta.

Foto 2

 

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