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A IMPORTÂNCIA DAS BOAS FONTES DE INFORMAÇÕES

No ano de 2016, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, cerca de 600 mil brasileiros receberam diagnóstico da doença. São milhares de homens e mulheres que se deparam com medo, insegurança, dúvidas e, muitas vezes, não sabem ou não querem dividir esses anseios com amigos, familiares e médicos.

Nesse contexto, a internet acaba sendo a fonte de informação de investigações solitárias sobre chances de sobrevivência, tratamentos alternativos, novos medicamentos, efeitos colaterais. De acordo com um relatório do maior site de pesquisas do mundo, uma em cada vinte buscas do serviço está relacionada a questões de saúde.

Em 27 de novembro do ano passado, Dia Nacional de Combate ao Câncer, o Instituto Vencer o Câncer lançou sua primeira campanha multimídia, para mostrar a importância de o internauta ter acesso ao conhecimento de forma clara, desmistificando o assunto para ajudar a população a enfrentar esse tema. O objetivo é mostrar que, na luta contra o câncer, a informação de qualidade é o começo do tratamento.

Querer saber sobre a doença é um direito do paciente e uma das maiores dificuldades é entender a linguagem médica, nem sempre acessível. A produção de um conteúdo que “traduza” essa linguagem contribui para o empoderamento do paciente , que, assim, pode pleitear melhor acesso ao diagnóstico, tratamento e suporte.

Mundialmente, a tendência é a medicina individualizada, com a análise do paciente e de cada tipo de tumor. Na realidade brasileira, o diagnóstico do câncer é realizado nas fases mais avançadas em até 60% dos casos. Outra barreira é o tratamento em centros que não sejam altamente especializados, onde não existem as melhores terapias disponíveis, por médicos sem vasta experiência na área. Diversos estudos internacionais indicam que o câncer deve ser tratado preferencialmente em grandes centros, públicos ou privados, que realizem procedimentos cirúrgicos, radioterápicos e medicamentosos em grande quantidade e com excepcional qualidade.

Uma pesquisa, publicada neste ano no Ginecology Oncology, envolveu 817 mulheres com diagnóstico avançado de câncer de ovário e avaliou as taxas de sobrevida em pacientes tratadas entre 2008 e 2013 em vários hospitais, comparadas com 2011, quando o tratamento foi centralizado nos hospitais de referência.

Os resultados mostraram que entre as pacientes tratadas em hospital de referência a redução do risco de morte foi de 42% em relação às que permaneceram em centros não especializados.

Esse estudo revelou também maiores chances de quimioterapia precoce e de uma cirurgia completa depois de as pacientes serem tratadas em hospitais de referência, com melhores prognósticos.

Fonte: VEJA (texto de Fernando Cotait Maluf)

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