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fernanda 5Meu nome é Fernanda, tenho 20 anos e gostaria de compartilhar minha história com você! Sempre vejo os depoimentos e finalmente tirei um tempo para escrever sobre o meu monstrinho. Bom, desde agosto de 2015 passei a ter dores insuportáveis. Começando pela mão, braço e no ombro. As dores só aumentavam e assim comecei a ter febre em todo braço, estava fazendo varias cadeiras na faculdade e continuei mesmo com as dores. Realizei inúmeros exames e infelizmente nada apareceu. Foi então que eu passei a fazer fisioterapia e acupuntura já que os médicos achavam que era apenas um problema muscular. Mas com o passar dos dias e nada de melhora, então resolvi ir em um especialista de ombro/braço e realizei mais exames.

Nesse meio tempo eu acabei ficando praticamente 1 mês sem dormir e com dor intensa sem pausa..ninguém podia sequer tocar em meu braço. Foi então que meu diagnóstico veio dia 22 de dezembro, onde mostrava que eu estava com sarcoma ósseo maligno e metástase no braço direito. A partir desse dia passei a fazer inúmeros exames ..acabando assim com o clima de natal e ano novo. Foi uma surpresa extremamente desagradável, pois a suspeita era de apenas um rompimento no ombro. Meus pais entraram em contato com o médico que realizou minha biópsia e ele disse que não tinha nada que minha família poderia fazer, eu não sobreviveria. Ele até poderia fazer cirurgia para uma tentativa de retirada do tumor, mas eu teria o braço amputado além de outras partes, devido a extensão da doença. 

fernanda 6Dia 06 de janeiro de 2016 dei entrada no hospital de clinicas (POA) e fiquei internada aproximadamente por um mês.. realizando exames e todo o procedimento necessário para a realização do tratamento. O começo foi bem árduo e confuso, pois não tinha caído a ficha de como seria a minha nova rotina e os devidos cuidados. Tive que trancar minha faculdade, meu trabalho e focar em minha recuperação. Os médicos não tinham certeza de qual sarcoma eu tinha.. conforme minha biópsia dava para ter duas opções e então resolveram tratar pelo pior. No final de janeiro tive que colocar o portocath para dar início nas químios, mas para minha infelicidade meu corpo recusou e fiquei internada uma semana com infeção e as plaquetas em 200. Por um milagre sobrevivi e retirei o portocath.

Nesse período inicial tomava dozes fortíssimas para aguentar a dor. Morfina de hora em hora, codeína, gabapentina e cheguei a tomar 4 metadonas por vez. A primeira químio ocorreu em fevereiro, direto na veia. E assim vieram as reações dela que me deixaram muito ruim, assim como aconteceu na segunda também. Minha químio são ciclos de 3 dias de 21 em 21 dias. Na terceira já estava mais forte e consegui ir me recuperando melhor. Mas sempre que tinha químio para fazer eu ficava internada, pois era muito forte para retornar para casa. Nesse meio tempo perdi 11 quilos, ficando com 44 quilos. Porém, na quarta já não tive tantas reações, e meu organismo já estava acostumando-se com a droga.

Desde o início de meu tratamento fui avisada de que teria que fazer cirurgia e a retirada do tumor, ficando assim com algumas limitações em meu braço. Foi então que após a quarta quimioterapia já pude realizar as devidas precauções para fazer a cirurgia. Minha cirurgia ocorreu dia 11 de maio, permanecendo internada uma semana no hospital para uma breve recuperação. Na mesma foi retirada toda minha articulação do ombro junto ao tumor, sendo colocado no lugar deste meu osso da perna. Para minha felicidade tudo ocorreu conforme planejado e a cicatrização foi a melhor possível. Estou em recuperação dos movimentos e hoje faz exatamente uma semana que recebi a melhor notícia dos últimos meses. Na biópsia que fizeram com a parte retirada do tumor não encontraram nenhuma célula cancerigena, ou seja, somente havia necrose. Tendo assim um grande milagre nessa batalha. Onde todos os exames desde o começo mostravam o pior diagnostico possível e a partir que iniciei o tratamento os exames foram todos revertidos, a cada mês uma notícia melhor. E essa com certeza, foi a melhor de todas, não tenho mais câncer. A batalha mais dura foi vencida. Mas agora continuarei em tratamento, com mais 8 ciclos de quimioterapia para finalmente vencer a guerra. 

fernanda 14Não há duvidas que somente a fé, esperança, força e ajuda de entes queridos podem reverter qualquer situação. Sou extremamente grata a Deus, por ter me dado mais uma chance de viver e a minha família e amigos que sempre estiveram presente nessa batalha. Minha família se agarrou com Deus, orações e toda vibração possível para que eu pudesse estar hoje contando essa trajetória para você. Somos em 6 pessoas, meu pai, mãe e mais três irmãs, todos pararam com suas vidas para poder me cuidar e me ajudar em cada passo desse processo. Acredito que se você agarrar com todas as suas forças, ter vontade de viver e seguir firme, enfrentando tudo nada nos derruba. E por fim, gostaria de relatar que sua página é linda, me enche de esperança e forças para continuar firme e forte nessa caminhada. Obrigada por compartilhar e dar chances para que as mulheres possam se ver de outra forma, possam ser mais que só mais uma pessoa doente. Parabéns por esse trabalho tão grandioso que voce faz!

Muito obrigada pela atenção e desculpe ter prolongado tanto minha história de vida.
 
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Grande abraço, 
 
 
Att. Fernanda F. O.

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