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Meu nome é Clarice, tenho 27 anos. Em novembro de 2015 estava numa viagem a trabalho quando na última noite em Florianópolis notei um pequeno nódulo no punho, parecia uma picada de inseto. Voltei para o Rio e após algumas semanas haviam nódulos parecidos em meu rosto e em outras partes do corpo. Fui a alguns dermatologistas que acreditaram ser alergia, passei algumas pomadas, tomei anti alérgicos e nada. Até que uma doutora pediu logo a biópsia. No dia 18 de dezembro, dia da festa de final de ano na empresa, abri o email e vi o resultado: neoplasia possivelmente maligna. Na hora meu mundo caiu e por mais que não houvesse um diagnóstico preciso eu sentia que algo estava por vir. Estava completamente assintomática, exceto pelos nódulos na pele. Passaram as festas de final de ano e o laboratório me enviou outra parte do resultado: foi feito uma imumo histoquimica para um resultado mais preciso, onde indicava uma reação linfoproliferativa. Eu permanecia assintomática, mas resolvi procurar um hematologista. Neste período, os nódulos do rosto haviam desaparecido mas havia um nódulo interno no braço e este começou a me causar fortes dores.
O médico surpreso com meus exames de sangue com poucas alterações resolveu analisar novamente o material colhido na biópsia e acusou tudo novamente, entretanto eu não apresentava nenhum sintoma de linfoma. Fiz pet scan e só acusava o nódulo interno, o médico resolveu então me deixar em observação por 3 meses para verificar se os sintomas iriam surgir. Procurei outro especialista pois tinha receio quanto a esse processo de observação, ele então me informou que este deveria ser o padrão e que também estava surpreso por eu não apresentar sintomas.

Passou o tempo, fiz um novo petscan, exames de sangue e então o médico que me acompanha fez a biópsia da medula onde enfim constava as mesmas células. No petscan, os linfonodos apareceram aumentados e o linfoma já aparecendo em outras partes do meu corpo. Ainda assim permaneci sem sintomas exceto a dor no braço maior a cada dia.

Foi quando o médico me deu o diagnóstico definitivo:linfoma de células T. Agora eu iria começar a quimioterapia, após o resultado e as informações do tratamento, resolvi logo cortar o cabelo e procurei encarar com coragem mas ainda assim houve um dia crucial o dia em que desabei, chorei até não haver mais lágrimas e nesse dia eu busquei forças que nem imaginei que tivesse.Estou caminhando pro terceiro de 8 ciclos de quimioterapia, já perdi os cabelos e estou me adaptando a todas as limitações que o tratamento traz, e ainda assim sendo forte e vivendo um dia de cada vez.

 CLarice Machado Cat Quimioterapia e Beleza 2

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