Home > Saúde > AFINAL, SALMÃO É BOM OU NÃO?

AFINAL, SALMÃO É BOM OU NÃO?

O salmão, peixe tão presente no cardápio de pessoas com estilo de vida saudável, recentemente não está com essa moral toda. Sempre ouvi falar bem, ouvia que salmão tem ômega 3 e que era ótimo para o corpo. Mas de acordo com o oncologista Dr David Khayat, autor do livro “A Verdadeira Dieta anticâncer”, o salmão deve ser evitado.  Segundo ele, o salmão tem alta concentração de metais pesados como o arsênio, chumbo, mercúrio e cádmio.

Ainda sobre o assunto, temos essa entrevista do ESTADÃO com a nutricionista Dania Sanchez:

Pesquisa recente mostra que o salmão é um peixe com muitos metais pesados, e que pode provar uma série de doenças, inclusive fatais. O que fazer? O salmão deve ser substituído por outro tipo de peixe?

Dania – O salmão criado em cativeiro, isto é, em fazendas de salmão, é infelizmente a grande parte do salmão disponível no Brasil. Eles são alimentados com ração de milho e soja transgênica, muitas vezes com excesso de antibióticos e drogas que poluem as águas e envenenam outros peixes. O salmão selvagem, ou seja, que não é criado em cativeiro, é excelente. Minha recomendação é o consumo eventual do salmão, principalmente se for inviável o consumo do “salmão selvagem”. Recomendo priorizar o consumo de outras fontes protéicas, como o de animais que tenham sido criados soltos, e não em cativeiro ou à base de ração. Bons exemplos são a galinha caipira e a própria carne vermelha. No Brasil, a grande maioria dos bois ainda é de criação solta, a pasto, e não confinada. Outros peixes como linguado, arenque e sardinha, que não apresentem maiores riscos de contaminação, também são boas opções.

Peixe, de uma forma geral, em um mar com risco de contaminação, como vimos com a tragédia de Mariana, não é um risco à saúde, apesar de ser uma proteína indicada por nutricionistas?

Dania – Em situação específica como a mencionada, sim. Nesses casos, como já citei acima, recomendo o consumo de outras carnes de animais que tenham sido criados soltos, e não em cativeiro ou à base de ração, como a galinha caipira, o próprio boi e outras fontes protéicas de origem vegetal.

Como fazer para se livrar de alimentos tóxicos? Até as folhas de uma salada podem representar um risco? Qual a dica para quem come fora de casa?

Dania – Comida boa mesmo é a comidinha de casa, aquela que você sabe exatamente de onde vem (porque foi comprada por você) e sabe muito bem como e com quais ingredientes foi feita. Mas, se formos comer fora, precisamos conhecer muito bem os lugares onde vamos comer. Dê preferência àqueles que priorizem alimentos orgânicos e não utilizem temperos industrializados, principalmente à base de glutamato monossódico. Precisamos dar preferência à uma alimentação isenta de agrotóxicos, ingredientes refinados e artificias, e tentar consumir uma alimentação mais natural, rica em nutrientes, que os ganhos na saúde serão imensuráveis.

Qual a frequência ideal de consumo semanal de peixes, frangos e carnes vermelhas?

Dania – A quantidade de carne que devemos consumir para manter a saúde varia de indivíduo para indivíduo. Existem fontes proteicas de origem vegetal que podem perfeitamente complementar ou substituir proteínas de origem animal. Para adequações de quantidades e fontes, procure ajuda profissional.

O ovo já esteve condenado. As carnes vermelhas também. Seria agora a vez do salmão estar no banco dos réus?

Dania – O consumo de peixe pode ser muito bom, mas desde que tenham sido pescados e não criados em fazendas de peixes, como é o caso do salmão, truta e tilápia, por exemplo. Além disso, é importante considerar a contaminação de muitas águas pelo mercúrio antes de se recomendar o consumo liberal do peixe. Quanto ao ovo e carne de frango/galinha genuinamente caipira, recomendo o consumo tanto da carne como dos ovos, com muita segurança.

Se todos os alimentos podem oferecer algum risco, qual a dica para quem quer comer melhor e busca uma alimentação mais equilibrada?

Dania – Sugiro priorizar uma alimentação mais tradicional, rica em nutrientes. Comida simples e verdadeira como arroz, feijão, carne e salada. Recomendo também aumentar o consumo de frutas, raízes, castanhas e outros alimentos esquecidos no dia-a-dia da família brasileira. Sugiro evitar ingredientes artificiais como o glutamato monossódico (presente em vários temperos que realçam o sabor da comida), adoçantes artificiais, frutose refinada (presente em vários biscoitinhos e suquinhos), nitritos, sulfitos e outros, além de corantes, estabilizantes , emulsificantes e aromatizantes artificiais. Evitar o consumo regular de alimentos refinados (ex: sal, óleo, açúcar e farinha). Outra dica é fugir dos produtos com baixo teores de gordura, pois na gordura de animais criados nas condições favoráveis encontram-se muitos nutrientes essenciais à nossa saúde.

Fonte: G1, Estadão

Comentários

comentário

Deixe um comentário